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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

seja bem vinda, nova paixão.

já sentiu um frio na barriga,
um arrepio na nuca por conta de alguém?
por sentir-se em alguém?
já sentiu a angustia de esperar
o celular vibrar por uma ligação a toa,
uma mensagem boba ou uma cantada num guardanapo,
um recado no vidro embaçado,
um bilhete no recibo do supermercado
dizendo "ei, estive pensando em você!"?
já ouviu falar de amor? já sofreu por paixão?
já chorou por um cara bobão?

consegue ver como a vida é mesma uma peça de teatro?
veja como eu vejo;
ora drama, ora aventura, ora romance,
e ora o que a gente quer que seja...
e cá entre nós: - a minha parte favorita é sim, o romance.
nunca me senti tão bem ao acordar em tantas primaveras,
almoçar e tomar sorvete em tantos verões,
entardecer em tantas tardes de outono,
e ir dormir bem, como no inverno.
esse é o tipo de sentimento que me traz o amor em sua cena.
o amor e a dor que ele carrega, diga-se de passagem.
e por falar em passagem,
é interessante como em cada ato, quadro,
esquema ou problema aparecem gente na platéia.
gente que fica, gente que vai.
e gente que a gente sente que é como a gente.
que vive o que a gente sente,
e sente quando gente vai.
mas se sente melhor quando a gente volta...
ah! vida, se a gente se encontra-se numa mesa de bar,
num banco da praça pra conversar, eu diria:
"vem, vamos andar que eu quero mais...
eu quero andar assim, sempre em par (e paz) com você e com quem você me trazer.
quero algumas noites intermináveis, quero brincadeiras quando eu estiver de cara amarrada, quero segredos de casais adolescentes, quero crer no pra sempre, quero me embriagar de tanto ver o mesmo rosto ao lado quando acordar e quero que você me premie com mais no dia seguinte. quero que você me pregue peças, que você me bata quando eu relaxar e que me levante quantas vezes eu precisar.
então, vida, me deixa em paz no romance, nesse lance, nesse momento e apenas.
deixe as proximas cenas e futuros dilemas pra depois.
e quando chegar a hora de recomeçar, me bipa, me liga, me venha e faça cocegas na barriga e traga um bilhete dizendo: o show vai continuar.
"

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ser feliz ainda é de graça!

a vida é uma tragecomédia.
mas, quanto é um ingresso pra essa peça tão (im)perfeita e inevitavel;
tão breve, tão intensa e tão cheia de surpresas e peripécias únicas.
quanto é que custa ser feliz?

prefiro dizer à quem vier me questionar:
- "esquece! ser feliz não tem preço. ou você é, ou não."
e é simples assim. mas existe no meio disso tudo ingredientes, que,
estes sim, são caros, raros e poucos.

não é dinheiro, poder ou pudor que te impede de ir pra frente.
são atitudes minhas, suas ou nossas.
escolhas e anseios que são ponderados sem o valor real
que cada QUÊ, POR QUÊ, QUEM merece.
eu sei, eu errei algumas vezes e vou errar outras tantas mais.
estou predestinado a cair, levantar e seguir. você também.
mas, sinceramente: não estou nem aí pra isso!

não é culpa de ninguém a vida não seguir o script exato
da peça que a gente ensaia e encena todos os dias.
a vida é escola. sempre será.
já matei algumas aulas, já fui o primeiro da classe,
já fiz alguns aliados e já fui traído também, sabia?

olha só onde vim chegar e continuo chegando.
a distância é longa do ponto que eu saí
até onde eu quis fazer uma pausa, pra recreio mesmo.
os alheios e aversos à mim, dirão:
- nunca fez nada demais...

mas, ei!
não é por vocês que sigo, caminho, luto e corro atrás. é por mim.
e os que comigo vem também. estes valem a pena.
estes, sabem o valor de cada passo e cada gota de sangue, suor e lágrima.

então, a vida, mesmo com tuas nuances de aventuras ou armadilhas,
não vai ser justificada apenas com ticket's de montanha russa sentimentais.
o grande barato é ir até o fim, de braços bem abertos e jogando tudo pra cima,
sem medo de quanto se vai perder durante o percurso.

afinal, saí bem mais caro pagar pra ver do que não embarcar e viver.
essa é outra lição aprendida e amanhã terão outras mais e
vou estar preparado pra todas elas ou quase todas.
posso não ter muito, mas carrego sempre o necessário pra seguir em frente.
eu sei que nos meus melhores momentos, nunca estive só.
o que só confirma o que Tom Jobim cantou e não errou:

"fundamental, é mesmo o amor.
é impossivel ser feliz sozinho!"