"...e foram felizes para sempre.
o que durou mais ou menos, uns 3 meses e 4 dias.
mas foram sim, felizes. fim!"
é assim que termina uma grande história; de pequenos momentos inesquecíveis; muitos gemidos soltos e poucas palavras ditas.
é assim também que começa um pequeno conto vivido por quem quer que tenha sentido. fosse dor, fosse amor. fosse calor ou fosse torpor.
mas fosse o que fosse, virou passado. virou página virada. e tão cedo, não voltaria a ser história repetida.
aliás, dramas repetidos não preenchem (e não devem) preencher mais que três ou quatros folhas de uma agenda. e é proibido, fazer anotações com corações, ou dizeres de "e se tivesse dado certo..." - pois deu. deu o que tinha para dar!
cada história começa e termina onde outra cena deve ser escrita e outras páginas preenchidas. procure começar sempre com bom dia, boa tarde ou boa noite.
educação nos leva a lugares que só os ricos em sorrisos e bon vivant entenderão.
cada pequena parte de um exercício só é praticada para se levar a prática de grandes feitos. tudo que é bom, só se torna excelente com a prática. já ouviu dizer?
não dá para começar nada sem antes saber o que se quer fazer.
é por isso que aquela história teve um fim.
ambos deram seu passo de mãos dadas. e o segundo passo, com um tchau com as pontas dos dedos geladas. daquele momento em diante, a saudade seria companhia por uns dias. mas só lembranças boas; e risadas que seriam dadas durante o banho, ou durante a aula pra completar o dia.
perceba, é somente quando não buscamos que algo realmente nos aparece.
claro, se fosse assim com a riqueza, seria ótimo. viveria distraído.
mas é assim com as chaves de casa quando se quer ficar dentro dela; com o botão da blusa favorita quando está calor e já colocamos a mesma para doação e é assim quando não queremos ninguém para nós dizer "eu te amo" ou "estou com saudades".
é aí que surge o problema das nossas buscas.
o foco.
e teve uma pessoa sagaz que sacou isso e disse:
"chique é ser feliz.
elegante é ser honesto.
bonito é ser caridoso.
charmoso é ser grato.
e o resto é inversão de valores"
não dá pra viver e morrer de amor. muito menos de solitude.
o problema só existe porque se há uma solução simples demais.
a resposta para uma ofensa é sempre um sorriso.
assim como a resposta para solidão e beberrões, é amor.
qual é mesmo o problema em doar-se de vez em quando?
em dizer obrigado? por favor? um pouco mais?
em buscar conteúdo e expressão inves de forma e beleza?
um casal apaixonado fez isso. doou-se o que se pode.
e foram embora. em táxis separados. dormiram em camas separadas.
no dia seguinte, se mandaram mensagens SMS com palavras como:
bom dia, flor do dia.
e ele respondia:
bom dia, razão da minha alegria.
e sabe o que mais? a vida seguiu.
ele? se tornaria um empresário de bandas de rock internacionais e ela uma importante chef com renome, reservas esgotadas e o próprio restaurante em Paris.
uma nova história dos dois acabará de começar daí em diante.
o antes, durante e o depois pouco importavam.
cada um viveu aquilo que lhe era posto a prova
e viveram felizes pois souberam se permitir o que viesse a ser.
o segredo deles?
um primeiro passo, um sorriso e um sim para felicidade
e uma tatuagem no peito: "você é sempre bem vinda, vida."
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segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
C.S.C!
copia o link e dá o play.
http://www.youtube.com/watch?v=v6h6Hpie7Ao
é obrigatório, quando começar a música,
começa a ler aqui também.
...
C.S.C. é pra você.
obrigado:
pelas risadas, pelo choro, pela tarde vazia,
pela companhia, pelos apelos, pelos trejeitos,
pela alegria, pela gritaria, pela opnião,
por dividir um cupcake, por rir quando não havia graça,
pela noite em clara me vendo passar mal,
pela cerveja brindada, pelo caipirinha de morango,
por ligar, por mandar mensagens, por ter sentido saudade,
por ter se importado, por ter se preocupado,
pela ausência de um ano, pela crença de um ano melhor,
por me fazer esperar, por me fazer rir de todos,
por me fazer rir de mim, por deixar preocupado,
por me fazer te segurar, por me dar sustos,
por sentar ao meu lado na sala de aula,
por me distrair durante a aula,
por me fazer desenhar no seu pé,
por ter visto seu rosto numa manhã seguinte,
por ter dado algumas broncas e gritado meu nome,
por ter compartilhado músicas boas e ruins,
por ter acredito, por ter paciência,
por ter me levado pra pegar transito na marginal no horário de pico,
por ter sido uma escolha quando eu não queria outra outras companhias,
por te abraçar enquanto te via borrar a maquiagem,
pelo ciumes que me fez (e faz) sentir as vezes,
por ter estado tanto tempo,
por me dar tanta segurança,
por fazer me sentir uma criança,
pela presença necessária e absoluta,
pela dose obrigatória que é ter você por perto,
mesmo que seja aí, longe.
mas preciso te pedir mais alguma coisa:
preciso te pedir mais.
preciso de mais aniversários,
de mais celebrações, saudações,
de cervejas vencidas, de um abraço de olhos fechados,
de mais mensagens e novos convites pra lugares zuados,
tenho a eterna necessidade de ser um cão-de-guarda,
um anjo-da-guarda, ou, apenas guarda que vigia de longe pra manter bem.
precisaremos de muito suco natural de manhã,
de muita torrada e requeijão pra aliviar o fim-da-noite,
de muito café ou chocolate quando o stress sufocar a tarde.
penso que nessa aventura, nossa aventura,
de poucas - porém - boas histórias vividas
vou ter sempre a impressão que algo surpreendente virá a acontecer.
e virá mesmo, acredita?
pelo menos, me causa espanto como toda ausência
se mostra combustivel pra querer queimar a saudade.
e toda saudade se mostra aditivo de tanta paz que sinto
ao poder te olhar, te ouvir e falar e querer te imterromper com um breve:
eu gosto de você.
não é uma declaração de amor, não é um afirmação,
não é mesmo um presente de aniversário;
é a promessa de que - embora as vezes eu tenha vontade de te matar,
por você eu mataria e morreria também.
então, continue por perto,
eu preciso mais de você do que você imagina.
e tenho uma fonte ilimitada de paciência e amor.
os dois me sobram, por você e por mim.
Conte
Sempre
Comigo.
eu te amo.
http://www.youtube.com/watch?v=v6h6Hpie7Ao
é obrigatório, quando começar a música,
começa a ler aqui também.
...
C.S.C. é pra você.
obrigado:
pelas risadas, pelo choro, pela tarde vazia,
pela companhia, pelos apelos, pelos trejeitos,
pela alegria, pela gritaria, pela opnião,
por dividir um cupcake, por rir quando não havia graça,
pela noite em clara me vendo passar mal,
pela cerveja brindada, pelo caipirinha de morango,
por ligar, por mandar mensagens, por ter sentido saudade,
por ter se importado, por ter se preocupado,
pela ausência de um ano, pela crença de um ano melhor,
por me fazer esperar, por me fazer rir de todos,
por me fazer rir de mim, por deixar preocupado,
por me fazer te segurar, por me dar sustos,
por sentar ao meu lado na sala de aula,
por me distrair durante a aula,
por me fazer desenhar no seu pé,
por ter visto seu rosto numa manhã seguinte,
por ter dado algumas broncas e gritado meu nome,
por ter compartilhado músicas boas e ruins,
por ter acredito, por ter paciência,
por ter me levado pra pegar transito na marginal no horário de pico,
por ter sido uma escolha quando eu não queria outra outras companhias,
por te abraçar enquanto te via borrar a maquiagem,
pelo ciumes que me fez (e faz) sentir as vezes,
por ter estado tanto tempo,
por me dar tanta segurança,
por fazer me sentir uma criança,
pela presença necessária e absoluta,
pela dose obrigatória que é ter você por perto,
mesmo que seja aí, longe.
mas preciso te pedir mais alguma coisa:
preciso te pedir mais.
preciso de mais aniversários,
de mais celebrações, saudações,
de cervejas vencidas, de um abraço de olhos fechados,
de mais mensagens e novos convites pra lugares zuados,
tenho a eterna necessidade de ser um cão-de-guarda,
um anjo-da-guarda, ou, apenas guarda que vigia de longe pra manter bem.
precisaremos de muito suco natural de manhã,
de muita torrada e requeijão pra aliviar o fim-da-noite,
de muito café ou chocolate quando o stress sufocar a tarde.
penso que nessa aventura, nossa aventura,
de poucas - porém - boas histórias vividas
vou ter sempre a impressão que algo surpreendente virá a acontecer.
e virá mesmo, acredita?
pelo menos, me causa espanto como toda ausência
se mostra combustivel pra querer queimar a saudade.
e toda saudade se mostra aditivo de tanta paz que sinto
ao poder te olhar, te ouvir e falar e querer te imterromper com um breve:
eu gosto de você.
não é uma declaração de amor, não é um afirmação,
não é mesmo um presente de aniversário;
é a promessa de que - embora as vezes eu tenha vontade de te matar,
por você eu mataria e morreria também.
então, continue por perto,
eu preciso mais de você do que você imagina.
e tenho uma fonte ilimitada de paciência e amor.
os dois me sobram, por você e por mim.
Conte
Sempre
Comigo.
eu te amo.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
seja bem vinda, nova paixão.
já sentiu um frio na barriga,
um arrepio na nuca por conta de alguém?
por sentir-se em alguém?
já sentiu a angustia de esperar
o celular vibrar por uma ligação a toa,
uma mensagem boba ou uma cantada num guardanapo,
um recado no vidro embaçado,
um bilhete no recibo do supermercado
dizendo "ei, estive pensando em você!"?
já ouviu falar de amor? já sofreu por paixão?
já chorou por um cara bobão?
consegue ver como a vida é mesma uma peça de teatro?
veja como eu vejo;
ora drama, ora aventura, ora romance,
e ora o que a gente quer que seja...
e cá entre nós: - a minha parte favorita é sim, o romance.
nunca me senti tão bem ao acordar em tantas primaveras,
almoçar e tomar sorvete em tantos verões,
entardecer em tantas tardes de outono,
e ir dormir bem, como no inverno.
esse é o tipo de sentimento que me traz o amor em sua cena.
o amor e a dor que ele carrega, diga-se de passagem.
e por falar em passagem,
é interessante como em cada ato, quadro,
esquema ou problema aparecem gente na platéia.
gente que fica, gente que vai.
e gente que a gente sente que é como a gente.
que vive o que a gente sente,
e sente quando gente vai.
mas se sente melhor quando a gente volta...
ah! vida, se a gente se encontra-se numa mesa de bar,
num banco da praça pra conversar, eu diria:
"vem, vamos andar que eu quero mais...
eu quero andar assim, sempre em par (e paz) com você e com quem você me trazer.
quero algumas noites intermináveis, quero brincadeiras quando eu estiver de cara amarrada, quero segredos de casais adolescentes, quero crer no pra sempre, quero me embriagar de tanto ver o mesmo rosto ao lado quando acordar e quero que você me premie com mais no dia seguinte. quero que você me pregue peças, que você me bata quando eu relaxar e que me levante quantas vezes eu precisar.
então, vida, me deixa em paz no romance, nesse lance, nesse momento e apenas.
deixe as proximas cenas e futuros dilemas pra depois.
e quando chegar a hora de recomeçar, me bipa, me liga, me venha e faça cocegas na barriga e traga um bilhete dizendo: o show vai continuar."
um arrepio na nuca por conta de alguém?
por sentir-se em alguém?
já sentiu a angustia de esperar
o celular vibrar por uma ligação a toa,
uma mensagem boba ou uma cantada num guardanapo,
um recado no vidro embaçado,
um bilhete no recibo do supermercado
dizendo "ei, estive pensando em você!"?
já ouviu falar de amor? já sofreu por paixão?
já chorou por um cara bobão?
consegue ver como a vida é mesma uma peça de teatro?
veja como eu vejo;
ora drama, ora aventura, ora romance,
e ora o que a gente quer que seja...
e cá entre nós: - a minha parte favorita é sim, o romance.
nunca me senti tão bem ao acordar em tantas primaveras,
almoçar e tomar sorvete em tantos verões,
entardecer em tantas tardes de outono,
e ir dormir bem, como no inverno.
esse é o tipo de sentimento que me traz o amor em sua cena.
o amor e a dor que ele carrega, diga-se de passagem.
e por falar em passagem,
é interessante como em cada ato, quadro,
esquema ou problema aparecem gente na platéia.
gente que fica, gente que vai.
e gente que a gente sente que é como a gente.
que vive o que a gente sente,
e sente quando gente vai.
mas se sente melhor quando a gente volta...
ah! vida, se a gente se encontra-se numa mesa de bar,
num banco da praça pra conversar, eu diria:
"vem, vamos andar que eu quero mais...
eu quero andar assim, sempre em par (e paz) com você e com quem você me trazer.
quero algumas noites intermináveis, quero brincadeiras quando eu estiver de cara amarrada, quero segredos de casais adolescentes, quero crer no pra sempre, quero me embriagar de tanto ver o mesmo rosto ao lado quando acordar e quero que você me premie com mais no dia seguinte. quero que você me pregue peças, que você me bata quando eu relaxar e que me levante quantas vezes eu precisar.
então, vida, me deixa em paz no romance, nesse lance, nesse momento e apenas.
deixe as proximas cenas e futuros dilemas pra depois.
e quando chegar a hora de recomeçar, me bipa, me liga, me venha e faça cocegas na barriga e traga um bilhete dizendo: o show vai continuar."
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
vai vendo!
é obrigatório ler ouvindo essa música.
http://www.youtube.com/watch?v=9LLs2rLRqB8
xxo.
-
algumas garotas deviam
ter certos avisos estampados, sabe?
deviam dizer logo de cara:
"sou problema; e não sou problema seu, não!"
e é justamente este tipo de garota-problema que eu gosto.
é da confusão; do mal-feito; dos defeitos.
claro! tem todo aquele ar e graça.
"ah... e aquele cheiro de cachaça?"
- tudo bem, isso também me atraí. muito.
vai ver, ela seja uma garota que apenas
distribui sorrisos espontâneos e gestos de carinho
pra passar o tempo e não deixar ninguém se sentir sozinho.
vai ver, ela tem um jeito de saber
compartilhar aquela alegria - que mal sabe ela -
mas me contagia e me dá também certa agonia.
vai ver, ela saiba fazer origamis com sentimentos.
isso explicaria alguma alegria que bate por dentro.
ou talvez não.
deve ser só "meiguisse" demais dela, ou, "gayzisse" demais minha.
vai ver, ela pense que eu só falo tolice,
que dela eu falo pra sorrir também.
ou pra pelo menos - manter um pouco da loucura dela em mim, também.
vai ver, ela goste de dar voltas no mundo,
de participar de outros mundos.
gosta do momento. de gostar daqueles momentos.
- droga! vai mesmo me fazer tomar esse copo de vodka?
eu nem gosto de vodka. (preferia você, pensei).
ainda bem que você divide essa dose comigo. esse shot de gostar de tí.
vai ver, ela podia gostar de mim também eu iria propor:
"não quero um relacionamento sério.
quero um relacionamento que eu possa sorrir o tempo todo."
vai ver, ela topa.
p.s: isso é exatamente aquilo que você quer que seja.
é pra você. :)
http://www.youtube.com/watch?v=9LLs2rLRqB8
xxo.
-
algumas garotas deviam
ter certos avisos estampados, sabe?
deviam dizer logo de cara:
"sou problema; e não sou problema seu, não!"
e é justamente este tipo de garota-problema que eu gosto.
é da confusão; do mal-feito; dos defeitos.
claro! tem todo aquele ar e graça.
"ah... e aquele cheiro de cachaça?"
- tudo bem, isso também me atraí. muito.
vai ver, ela seja uma garota que apenas
distribui sorrisos espontâneos e gestos de carinho
pra passar o tempo e não deixar ninguém se sentir sozinho.
vai ver, ela tem um jeito de saber
compartilhar aquela alegria - que mal sabe ela -
mas me contagia e me dá também certa agonia.
vai ver, ela saiba fazer origamis com sentimentos.
isso explicaria alguma alegria que bate por dentro.
ou talvez não.
deve ser só "meiguisse" demais dela, ou, "gayzisse" demais minha.
vai ver, ela pense que eu só falo tolice,
que dela eu falo pra sorrir também.
ou pra pelo menos - manter um pouco da loucura dela em mim, também.
vai ver, ela goste de dar voltas no mundo,
de participar de outros mundos.
gosta do momento. de gostar daqueles momentos.
- droga! vai mesmo me fazer tomar esse copo de vodka?
eu nem gosto de vodka. (preferia você, pensei).
ainda bem que você divide essa dose comigo. esse shot de gostar de tí.
vai ver, ela podia gostar de mim também eu iria propor:
"não quero um relacionamento sério.
quero um relacionamento que eu possa sorrir o tempo todo."
vai ver, ela topa.
p.s: isso é exatamente aquilo que você quer que seja.
é pra você. :)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sobre bichos, e o passar do tempo...
"- bem vindo a selva, filho!"
acho que essa seria a melhor introdução para qualquer criança sobre o mundo.
não por qualquer motivo tolo, mas,
por nos ser imposto sair do ninho e se aventurar
num mundo tão grande e tão pequenino, as vezes.
vai dizer que você nunca topou com um leão e teve de enfrenta-lo por alguns dias sem querer?
nunca teve de lutar com a "preguiça" numa manhã de segunda pra conseguir levantar?
e quem nunca provou de veneno de cobra e saiu da briga com uma ou outra cicatriz?
não sabe de nada disso quem nunca teve que quebrar um galho
pra se virar de um problema cotidiano, mundano ou banal.
isso tudo é básico e natural. processo natural.
eu vejo também que é perda de tempo você buscar beleza
apenas num pavão com sua cauda aberta.
nunca haverá um pavão que te ensinará a alçar vôos maiores,
nem se quer qualquer voo algum.
aquele poema que diz
"o segredo é não correr atrás da borboletas e sim cuidar do seu jardim..."
blá, blá, blá. bobagem! quem cuida muito tempo do jardim perde a chance
de conhecer tantos outros jardins por aí a fora, acaba virando expectador
e paciente na fila de espera da vida ou apenas um jardineiro non-hollywoodiano.
quer algo? realize.
não quer? deixa estar.
tem saudades? vá atrás.
está amargurado? perdoe.
sentiu vontade de rir? compartilhe.
tanto importa se você se considera um pinguim apaixonado,
um lobo solitário, um pássaro em extinção ou outro bicho qualquer,
você busca abrigo como eu busco.
busca calor no frio e sombra gelada no calor.
quer se divertir na lama uma vez ou outra pra ter o que contar,
e vai algumas vezes se sentir em paz
estando na beira-mar a noite, ou na grama ao amanhecer.
de que vale o passado, a bagagem e a viagem
se você nunca se permitir arriscar um salto maior que você,
um banho de chuva ou desenterrar um dinossauro pra ver no que que dava.
vai, corra o risco. faça rabiscos nas paredes.
guarde pequenas lembranças de grandes momentos
perca a cabeça numa sexta feira a noite
e busque o caminho de casa domingo na noite.
há mais beleza num bater de asas de um bem-te-vi
do que o espreguiçar de um gato doméstico.
seja o coelho fora da toca,
corra atrás daquilo que você quer
assim como um cachorro correria se você
jogasse uma bola, um graveto qualquer pro destino.
não se apegue a um habitat natural, ou se torne um bicho preguiça
por acomodação e segurança. o inevitável age o tempo todo,
e a vida vai te pregar uma armadilha ou outra pra saber
se você está vivendo ou apenas, sobrevivendo.
a vida te jogou algo ao além,
e já passou da hora de criar asas pra voar.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
inventor de amores.
uma certa alegria sem quê ou por quê.
ir deitar ou levantar rindo e distribuindo felicidade.
não apenas no sentido figurado da coisa,
é estar de bem com teu sono atrasado,
tuas contas à pagar e até mesmo,
teus vícios e outros desejos.
vai parecer que eu tô falando de amor, e estou.
é natural se descobrir apaixonado todos os dias pela mesma pessoa?
abrir mão do ócio, de rotinas ou relatórios disto e daquilo...
percebi que dentre tantas coisas pacatas e banais,
sou capaz de me inventar mais feliz apenas por querer assim estar.
tudo bem, até confesso dar nome e sobrenome pra uma paixão.
e razão de querer sorrir a toa, de tudo e todos.
já ouviu uma música tantas vezes no repeat porque era isso que tocava
num certo momento ou num momento incerto e mesmo assim
não conseguiu enjoar o suficiente pra não repetir a dose no dia seguinte?
ah! vou dizer que é porque a música é muito boa.
mas tente fazer isso perto de um amigo, ou amiga,
e receba uma cara de paisagem, daquelas que ficam em banheiros.
eu sei que isso pode parecer meio bobo ou démodé.
e vai parecer - pra quem quer que seja - aquilo que
a pessoa quiser e isso pouco me importa.
adotei a mania de me re-inventar como aquilo que eu quiser ser.
ora, inteiro apaixonado, outra, apenas metade desinteressado.
mas agora, me deixo ser sempre amor.
vai ver a culpa é da tua cara de interessada quando começo a falar,
sua mania de achar graça em tudo que falo,
teus olhos de menina maquiados como mulher,
tua risada gostosa enquanto seguro tuas mãos,
teus pés gordinhos que me são um charme a parte,
ou, na forma que você arruma pra dizer que me ama,
com esse teu sotaque de interior.
chega! me abstenho dos meus devaneios e arreios
de outros tempos e outras pessoas.
agora o que me atrai é o necessário. e o que me basta.
a culpa é tua que fez acontecer,
e eu vou fazer valer a pena.
e aquela música do repeat não parou até agora.
"enquanto a mim, te quero sim... vai dizer que você não sabe?"
sábado, 6 de agosto de 2011
celebre cada novo suspiro!
hoje me fizeram a pergunta: "o que é o amor?"
pensei em responder:
- sei o básico, serve? talvez saiba um pouco mais ou menos do que penso.
bom, é como pegar um livro muito bom emprestado na biblioteca.
ler, se prender, se envolver, se deixar levar por algumas noites de insonia,
e antes do grande desfecho ter que devolve-lo. até aí, eu sei bem!
eu vou sempre ter minha própria versão do amor
e você, terá a sua. não adianta contrariar.
se o meu amor for ter alguém deitado do meu lado todas as noites e o seu, for ter "muitos alguéns" em tantas outras camas. não caberá à mim julgar se vale como amor ou não.
o que devia ser sabido de todos é que ninguém é de ninguém. isto é uma verdade universal.
nos alugamos, como quartos vazios de hotel na beira da estrada, como em filme hollywoodianos. as vezes, recebemos alguém que vale a pena
ter como inquilino e que sempre vai estar alí pra te emprestar o açucar ou algo a mais.
e independente dos defeitos, do ruído na madruga e tantas outras situações, vai estar lá.
e se tiver de partir, ainda deixará nas paredes alguma lembrança boa.
pessoas boas ou mesmo as não tão boas em nossas vidas são transitivas.
elas virão, ficarão, passarão e seguirão. o sentido da vida é pra frente.
(pausa para o café e uma reflexão!)
terão pessoas que irão seguir o seu caminhar até os últimos passos.
chame os de anjo, de amparo, de compania. eu prefiro dizer, amigo.
esse é um amor que não deve nunca ser substituído. nunca!
(fim da pausa!)
acontece que, a gente sempre precisa sofrer um pouco mais.
não há como descrever. é preciso haver sim sangue, suor e lágrimas.
é preciso que tenha entrega, dedicação, vontade, cumplicidade.
será necessário perder algumas noites em claro pensando em alguém,
pensando num certo momento, alguma coisa feita, uma palavra não dita,
e isso é só o começo. depois, piora!
sabe o que mais é verdade? amor é como brincadeira de criança. o cabo de guerra.
não importe o quanto você puxe, uma hora alguém cede e alguém chora.
sempre dá pra se levantar e brincar mais. e quem sabe, ganhar algumas vezes.
mas um coisa que sei é que, amar é a melhor coisa que existe.
é liberta-se de sí como singular. é ver atraves de novos olhos,
uma nova vida, uma janela secreta no seu quarto de aluguel.
vale a pena sentir, vale a pena lutar por e vale ainda fazer valer.
fazer cada canção boba de amor virar lembrança de alguém,
alguns gestos sem significado pro resto do mundo ser um segredo à dois, algo a mais.
- então amiga, "amor"?
é algo que a gente sabe que é quando sabe que outra pessoa
vale aquilo que você é e o que você tem a oferecer. a gente apenas sabe, sente.
e mais importante que amar alguém que pode estar ao seu lado,
é saber que a sua vida valerá tanto quanto de qualquer outro amor que pode querer
vir, chegar e alugar um livro da sua biblioteca, ou quem sabe, sua casa inteira.
e não me venha dizer que amor é aquilo que te tira o ar ou te faz tremer as pernas.
isso aí se chama asma. e uma bem forte, diga-se de passagem.
essa é uma versão que eu criei. e quer saber mais?
vá você atrás, crie seu próprio amor e o que tiver pra ser, será.
permita deixa a porta da frente aberta pra quem for chegar,
ou mesmo as janelas. basta estar desprevenido, alguém sempre vem.
ou, você pode sair e descobrir por sí. cá entre nós, é bem mais divertido!
pensei em responder:
- sei o básico, serve? talvez saiba um pouco mais ou menos do que penso.
bom, é como pegar um livro muito bom emprestado na biblioteca.
ler, se prender, se envolver, se deixar levar por algumas noites de insonia,
e antes do grande desfecho ter que devolve-lo. até aí, eu sei bem!
eu vou sempre ter minha própria versão do amor
e você, terá a sua. não adianta contrariar.
se o meu amor for ter alguém deitado do meu lado todas as noites e o seu, for ter "muitos alguéns" em tantas outras camas. não caberá à mim julgar se vale como amor ou não.
o que devia ser sabido de todos é que ninguém é de ninguém. isto é uma verdade universal.
nos alugamos, como quartos vazios de hotel na beira da estrada, como em filme hollywoodianos. as vezes, recebemos alguém que vale a pena
ter como inquilino e que sempre vai estar alí pra te emprestar o açucar ou algo a mais.
e independente dos defeitos, do ruído na madruga e tantas outras situações, vai estar lá.
e se tiver de partir, ainda deixará nas paredes alguma lembrança boa.
pessoas boas ou mesmo as não tão boas em nossas vidas são transitivas.
elas virão, ficarão, passarão e seguirão. o sentido da vida é pra frente.
(pausa para o café e uma reflexão!)
terão pessoas que irão seguir o seu caminhar até os últimos passos.
chame os de anjo, de amparo, de compania. eu prefiro dizer, amigo.
esse é um amor que não deve nunca ser substituído. nunca!
(fim da pausa!)
acontece que, a gente sempre precisa sofrer um pouco mais.
não há como descrever. é preciso haver sim sangue, suor e lágrimas.
é preciso que tenha entrega, dedicação, vontade, cumplicidade.
será necessário perder algumas noites em claro pensando em alguém,
pensando num certo momento, alguma coisa feita, uma palavra não dita,
e isso é só o começo. depois, piora!
sabe o que mais é verdade? amor é como brincadeira de criança. o cabo de guerra.
não importe o quanto você puxe, uma hora alguém cede e alguém chora.
sempre dá pra se levantar e brincar mais. e quem sabe, ganhar algumas vezes.
mas um coisa que sei é que, amar é a melhor coisa que existe.
é liberta-se de sí como singular. é ver atraves de novos olhos,
uma nova vida, uma janela secreta no seu quarto de aluguel.
vale a pena sentir, vale a pena lutar por e vale ainda fazer valer.
fazer cada canção boba de amor virar lembrança de alguém,
alguns gestos sem significado pro resto do mundo ser um segredo à dois, algo a mais.
- então amiga, "amor"?
é algo que a gente sabe que é quando sabe que outra pessoa
vale aquilo que você é e o que você tem a oferecer. a gente apenas sabe, sente.
e mais importante que amar alguém que pode estar ao seu lado,
é saber que a sua vida valerá tanto quanto de qualquer outro amor que pode querer
vir, chegar e alugar um livro da sua biblioteca, ou quem sabe, sua casa inteira.
e não me venha dizer que amor é aquilo que te tira o ar ou te faz tremer as pernas.
isso aí se chama asma. e uma bem forte, diga-se de passagem.
essa é uma versão que eu criei. e quer saber mais?
vá você atrás, crie seu próprio amor e o que tiver pra ser, será.
permita deixa a porta da frente aberta pra quem for chegar,
ou mesmo as janelas. basta estar desprevenido, alguém sempre vem.
ou, você pode sair e descobrir por sí. cá entre nós, é bem mais divertido!
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