segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

vai vendo!

é obrigatório ler ouvindo essa música.
http://www.youtube.com/watch?v=9LLs2rLRqB8

xxo.
-

algumas garotas deviam
ter certos avisos estampados, sabe?
deviam dizer logo de cara:
"sou problema; e não sou problema seu, não!"
e é justamente este tipo de garota-problema que eu gosto. 
é da confusão; do mal-feito; dos defeitos.
claro! tem todo aquele ar e graça. 
"ah... e aquele cheiro de cachaça?" 
- tudo bem, isso também me atraí. muito.

vai ver, ela seja uma garota que apenas
distribui sorrisos espontâneos e gestos de carinho
pra passar o tempo e não deixar ninguém se sentir sozinho.
vai ver, ela tem um jeito de saber
compartilhar aquela alegria - que mal sabe ela -
mas me contagia e me dá também certa agonia.
vai ver, ela saiba fazer origamis com sentimentos.
isso explicaria alguma alegria que bate por dentro.
ou talvez não.
deve ser só "meiguisse" demais dela, ou, "gayzisse" demais minha.
vai ver, ela pense que eu só falo tolice,
que dela eu falo pra sorrir também.
ou pra pelo menos - manter um pouco da loucura dela em mim, também. 
vai ver, ela goste de dar voltas no mundo,
de participar de outros mundos.
gosta do momento. de gostar daqueles momentos. 

- droga! vai mesmo me fazer tomar esse copo de vodka?
eu nem gosto de vodka. (preferia você, pensei).
ainda bem que você divide essa dose comigo. esse shot de gostar de tí.

vai ver, ela podia gostar de mim também eu iria propor:
"não quero um relacionamento sério.
quero um relacionamento que eu possa sorrir o tempo todo."
vai ver, ela topa.

p.s: isso é exatamente aquilo que você quer que seja.
é pra você. :)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sobre bichos, e o passar do tempo...

"- bem vindo a selva, filho!"
acho que essa seria a melhor introdução para qualquer criança sobre o mundo.

não por qualquer motivo tolo, mas,
por nos ser imposto sair do ninho e se aventurar
num mundo tão grande e tão pequenino, as vezes.

vai dizer que você nunca topou com um leão e teve de enfrenta-lo por alguns dias sem querer?
nunca teve de lutar com a "preguiça" numa manhã de segunda pra conseguir levantar?
e quem nunca provou de veneno de cobra e saiu da briga com uma ou outra cicatriz?
não sabe de nada disso quem nunca teve que quebrar um galho
pra se virar de um problema cotidiano, mundano ou banal.
isso tudo é básico e natural. processo natural.

eu vejo também que é perda de tempo você buscar beleza
apenas num pavão com sua cauda aberta.
nunca haverá um pavão que te ensinará a alçar vôos maiores,
nem se quer qualquer voo algum.

aquele poema que diz
"o segredo é não correr atrás da borboletas e sim cuidar do seu jardim..."
blá, blá, blá. bobagem! quem cuida muito tempo do jardim perde a chance
de conhecer tantos outros jardins por aí a fora, acaba virando expectador
e paciente na fila de espera da vida ou apenas um jardineiro non-hollywoodiano.

quer algo? realize.
não quer? deixa estar.
tem saudades? vá atrás.
está amargurado? perdoe.
sentiu vontade de rir? compartilhe.

tanto importa se você se considera um pinguim apaixonado,
um lobo solitário, um pássaro em extinção ou outro bicho qualquer,
você busca abrigo como eu busco.
busca calor no frio e sombra gelada no calor.
quer se divertir na lama uma vez ou outra pra ter o que contar,
e vai algumas vezes se sentir em paz
estando na beira-mar a noite, ou na grama ao amanhecer.

de que vale o passado, a bagagem e a viagem
se você nunca se permitir arriscar um salto maior que você,
um banho de chuva ou desenterrar um dinossauro pra ver no que que dava.

vai, corra o risco. faça rabiscos nas paredes.
guarde pequenas lembranças de grandes momentos
perca a cabeça numa sexta feira a noite
e busque o caminho de casa domingo na noite.

há mais beleza num bater de asas de um bem-te-vi
do que o espreguiçar de um gato doméstico.

seja o coelho fora da toca,
corra atrás daquilo que você quer
assim como um cachorro correria se você
jogasse uma bola, um graveto qualquer pro destino.

não se apegue a um habitat natural, ou se torne um bicho preguiça
por acomodação e segurança. o inevitável age o tempo todo,
e a vida vai te pregar uma armadilha ou outra pra saber
se você está vivendo ou apenas, sobrevivendo.

a vida te jogou algo ao além,
e já passou da hora de criar asas pra voar.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

inventor de amores.

uma certa alegria sem quê ou por quê.
ir deitar ou levantar rindo e distribuindo felicidade.
não apenas no sentido figurado da coisa,
é estar de bem com teu sono atrasado,
tuas contas à pagar e até mesmo,
teus vícios e outros desejos.

vai parecer que eu tô falando de amor, e estou.
é natural se descobrir apaixonado todos os dias pela mesma pessoa?
abrir mão do ócio, de rotinas ou relatórios disto e daquilo...
percebi que dentre tantas coisas pacatas e banais,
sou capaz de me inventar mais feliz apenas por querer assim estar.
tudo bem, até confesso dar nome e sobrenome pra uma paixão.
e razão de querer sorrir a toa, de tudo e todos.

já ouviu uma música tantas vezes no repeat porque era isso que tocava
num certo momento ou num momento incerto e mesmo assim
não conseguiu enjoar o suficiente pra não repetir a dose no dia seguinte?
ah! vou dizer que é porque a música é muito boa.
mas tente fazer isso perto de um amigo, ou amiga,
e receba uma cara de paisagem, daquelas que ficam em banheiros.

eu sei que isso pode parecer meio bobo ou démodé.
e vai parecer - pra quem quer que seja - aquilo que
a pessoa quiser e isso pouco me importa.
adotei a mania de me re-inventar como aquilo que eu quiser ser.
ora, inteiro apaixonado, outra, apenas metade desinteressado.
mas agora, me deixo ser sempre amor.

vai ver a culpa é da tua cara de interessada quando começo a falar,
sua mania de achar graça em tudo que falo,
teus olhos de menina maquiados como mulher,
tua risada gostosa enquanto seguro tuas mãos,
teus pés gordinhos que me são um charme a parte,
ou, na forma que você arruma pra dizer que me ama,
com esse teu sotaque de interior.

chega! me abstenho dos meus devaneios e arreios
de outros tempos e outras pessoas.
agora o que me atrai é o necessário. e o que me basta.
a culpa é tua que fez acontecer,
e eu vou fazer valer a pena.

e aquela música do repeat não parou até agora.
"enquanto a mim, te quero sim... vai dizer que você não sabe?"

sábado, 6 de agosto de 2011

celebre cada novo suspiro!

hoje me fizeram a pergunta: "o que é o amor?"
pensei em responder:
- sei o básico, serve? talvez saiba um pouco mais ou menos do que penso.

bom, é como pegar um livro muito bom emprestado na biblioteca.
ler, se prender, se envolver, se deixar levar por algumas noites de insonia,
e antes do grande desfecho ter que devolve-lo. até aí, eu sei bem!
eu vou sempre ter minha própria versão do amor
e você, terá a sua. não adianta contrariar.

se o meu amor for ter alguém deitado do meu lado todas as noites e o seu, for ter "muitos alguéns" em tantas outras camas. não caberá à mim julgar se vale como amor ou não.
o que devia ser sabido de todos é que ninguém é de ninguém. isto é uma verdade universal.

nos alugamos, como quartos vazios de hotel na beira da estrada, como em filme hollywoodianos. as vezes, recebemos alguém que vale a pena
ter como inquilino e que sempre vai estar alí pra te emprestar o açucar ou algo a mais.
e independente dos defeitos, do ruído na madruga e tantas outras situações, vai estar lá.
e se tiver de partir, ainda deixará nas paredes alguma lembrança boa.

pessoas boas ou mesmo as não tão boas em nossas vidas são transitivas.
elas virão, ficarão, passarão e seguirão. o sentido da vida é pra frente.

(pausa para o café e uma reflexão!)
terão pessoas que irão seguir o seu caminhar até os últimos passos.
chame os de anjo, de amparo, de compania. eu prefiro dizer, amigo.
esse é um amor que não deve nunca ser substituído. nunca!
(fim da pausa!)

acontece que, a gente sempre precisa sofrer um pouco mais.
não há como descrever. é preciso haver sim sangue, suor e lágrimas.
é preciso que tenha entrega, dedicação, vontade, cumplicidade.
será necessário perder algumas noites em claro pensando em alguém,
pensando num certo momento, alguma coisa feita, uma palavra não dita,
e isso é só o começo. depois, piora!

sabe o que mais é verdade? amor é como brincadeira de criança. o cabo de guerra.
não importe o quanto você puxe, uma hora alguém cede e alguém chora.
sempre dá pra se levantar e brincar mais. e quem sabe, ganhar algumas vezes.

mas um coisa que sei é que, amar é a melhor coisa que existe.
é liberta-se de sí como singular. é ver atraves de novos olhos,
uma nova vida, uma janela secreta no seu quarto de aluguel.
vale a pena sentir, vale a pena lutar por e vale ainda fazer valer.
fazer cada canção boba de amor virar lembrança de alguém,
alguns gestos sem significado pro resto do mundo ser um segredo à dois, algo a mais.

- então amiga, "amor"?
é algo que a gente sabe que é quando sabe que outra pessoa
vale aquilo que você é e o que você tem a oferecer. a gente apenas sabe, sente.

e mais importante que amar alguém que pode estar ao seu lado,
é saber que a sua vida valerá tanto quanto de qualquer outro amor que pode querer
vir, chegar e alugar um livro da sua biblioteca, ou quem sabe, sua casa inteira.

e não me venha dizer que amor é aquilo que te tira o ar ou te faz tremer as pernas.
isso aí se chama asma. e uma bem forte, diga-se de passagem.

essa é uma versão que eu criei. e quer saber mais?
vá você atrás, crie seu próprio amor e o que tiver pra ser, será.
permita deixa a porta da frente aberta pra quem for chegar,
ou mesmo as janelas. basta estar desprevenido, alguém sempre vem.
ou, você pode sair e descobrir por sí. cá entre nós, é bem mais divertido!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

regras de ontem: haverão mudanças amanhã.

ei, preciso lhe contar algo de suma importância: estou caçando!
mas vou precisar muito da sua ajuda.
praticamente em tempo integral.
vou exigir uma certa cautela da sua parte.
mas, um pouco da tua distração também. é um plano pra dois.
e claro que você não sairá sem nada, será metade-metade.

não precisamos de algo mirabolante ou de pura sorte.
alias, nada vem por sorte senão houver um pouco de atitude, entende?
então, vamos as instruções, as condições, as regras e ao inesperado.
sim! terá que ser inesperado. mas eu já vou te explicar tudo.

o que eu caço não é exatamente um rosto bonito. nem mesmo um rosto.
não quero parecer presunçoso mas, procuro algo muito mais que isso.
"ah, quem disse que você pode tanto?" -
ei! quem disse que eu posso MENOS?
busco mais em conjunto do que em algo em sí.
precisa ter mais! MUITO MAIS!
aí vão as condições, regras e afins.
é tudo tão importante que será vista como 1.

1. não vale se atrasar demais para um encontro,
mas, também não precisa chegar 30 minutos antes.
1. nem se irrite quando eu estiver mais distraído que o comum,
mas, também não venha cutucar se eu assim quiser ficar.
1. não vai precisar se desculpar por esquecer de fazer isso ou aquilo,
eu também o farei. eu sempre fiz e vou continuar fazendo. é inevitável. ok?
1. não vale promessas, pactos, acordos ou nada do tipo
que for te prender a mim, ou vice versa.
não que não seja necessário, mas,
saberemos se tem que ser apenas... sabendo!
1. não vou te pedir mais do que posso receber. muito menos
algo que você não pode me dar. ou que você não possa me dar.
1. não precisa haver segredos ou desculpas pra fazer algum escondido,
melhor a verdade maldita que a mentira mal dita. tão pouco,
uma traição vinda pelas costas. ah, isso não! nunca.
repugno desde o princípio, pela sinceridade e o bem do "nós".
1. não vai precisar me provar nada, mas,
nem vai rolar se tudo for ilusão com desfecho de novela mexicana.

bom. basicamente é isto. precisamos disto!
não importa a ordem, contanto que venha assim.
não tô estipulando um prazo pra acontecer, nem mesmo prazo algum.
que venha à mim assim; da forma mais clara, limpa e sincera possivel!

e se assim não vier, tudo bem também.
um belo par de pernas, uma risada gostosa e
algumas biritas depois na mesa de bar também me ganham
o suficiente pra que eu acorde querendo mais e desfazendo todas as regras.
afinal, o inevitável vai agir, certo? e o incerto sempre me atraiu muito mais.
espero que você também o faça!

(17/11/2010)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ser feliz ainda é de graça!

a vida é uma tragecomédia.
mas, quanto é um ingresso pra essa peça tão (im)perfeita e inevitavel;
tão breve, tão intensa e tão cheia de surpresas e peripécias únicas.
quanto é que custa ser feliz?

prefiro dizer à quem vier me questionar:
- "esquece! ser feliz não tem preço. ou você é, ou não."
e é simples assim. mas existe no meio disso tudo ingredientes, que,
estes sim, são caros, raros e poucos.

não é dinheiro, poder ou pudor que te impede de ir pra frente.
são atitudes minhas, suas ou nossas.
escolhas e anseios que são ponderados sem o valor real
que cada QUÊ, POR QUÊ, QUEM merece.
eu sei, eu errei algumas vezes e vou errar outras tantas mais.
estou predestinado a cair, levantar e seguir. você também.
mas, sinceramente: não estou nem aí pra isso!

não é culpa de ninguém a vida não seguir o script exato
da peça que a gente ensaia e encena todos os dias.
a vida é escola. sempre será.
já matei algumas aulas, já fui o primeiro da classe,
já fiz alguns aliados e já fui traído também, sabia?

olha só onde vim chegar e continuo chegando.
a distância é longa do ponto que eu saí
até onde eu quis fazer uma pausa, pra recreio mesmo.
os alheios e aversos à mim, dirão:
- nunca fez nada demais...

mas, ei!
não é por vocês que sigo, caminho, luto e corro atrás. é por mim.
e os que comigo vem também. estes valem a pena.
estes, sabem o valor de cada passo e cada gota de sangue, suor e lágrima.

então, a vida, mesmo com tuas nuances de aventuras ou armadilhas,
não vai ser justificada apenas com ticket's de montanha russa sentimentais.
o grande barato é ir até o fim, de braços bem abertos e jogando tudo pra cima,
sem medo de quanto se vai perder durante o percurso.

afinal, saí bem mais caro pagar pra ver do que não embarcar e viver.
essa é outra lição aprendida e amanhã terão outras mais e
vou estar preparado pra todas elas ou quase todas.
posso não ter muito, mas carrego sempre o necessário pra seguir em frente.
eu sei que nos meus melhores momentos, nunca estive só.
o que só confirma o que Tom Jobim cantou e não errou:

"fundamental, é mesmo o amor.
é impossivel ser feliz sozinho!"

terça-feira, 3 de maio de 2011

um tempo pra mim.

tenho discutido com o tempo o tempo que as coisas levam pra acontecer.
eu hoje tenho sede e a pressa constante do imediato. deste momento!
sou do agora. de cada segundo sentido, vivido e passado.
e não me venha dizer:
"calma, tenha calma! deixar acontecer naturalmente... "

não nasci pra esperar. e digo isso com convicção!
a espera me torna preguiçoso e desmazelado.
sem contar, desesperado. paciência não é comigo, nem contigo.
eu preciso disto ou daquilo, desta ou daquela e preciso agora.
e não me venha com uma ou duas desculpas,
nem venha negligenciar minhas vontades ou desejos,
não vá me privar de querer, de cobiçar ou mesmo de tentar.
se quero é porque preciso e sei lidar. não, não venha me contrariar.

não tô pra papo. tô pra comunicar, lhe antever que de mim,
não se espera. eu faço acontecer. eu realizo. eu conquisto. eu supero.
alias, fiz acontecer de tornar minha inspiração
o meu pensar mais em mim, cuidar de mim e gostar de mim.
eu realizei mais por mim, do que esperavam que eu fosse fazer e fiz.
eu conquistei, com muito afinco e orgulho,
aqueles que me são necessários e me fazem ser também.
eu superei, inclusive, muito mais do que dores ou amores
pra de peito cheio dizer: "estou de bem comigo."

mas já tô de saída. então culpe a vida se a vida me faz assim.
não tenho tempo pra drama. não mesmo. nem chororo.
ou conversas com "e se..." pois isso já não me compra e nem me ganha mais.
eu vou deixar claro qual a situação:
quer ser feliz? vem comigo.

- caso ou acaso.

"ei, caso você me veja por aí. me diga do teu jeito, olá.

e acaso a vida nos dê um baile, nos separe e,
ainda assim a gente se esbarre, me diga o teu, olá.
caso você se lembre de bons ou maus momentos,
vividos comigo ou vividos sem mim, se lembre também
que chegamos, fomos e iremos com um olá.
se por acaso, nos teus casos curtos ou longos,
de amor ou ódio, de paixão ou pele,
te trazer saudades minha, me liga. me diga o nosso, olá.
caso em versos meus, te fazer pensar que é teu,
não será de acaso. é culpa de nosso caso que hoje,
me faz de escravo a merce do que tiver que ser."